Conscienciosidade
A Conscienciosidade diz respeito à forma como controlamos, regulamos e orientamos os nossos impulsos. Os impulsos não são maus por natureza; por vezes, a pressão do…
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A Conscienciosidade diz respeito à forma como controlamos, regulamos e orientamos os nossos impulsos.
Os impulsos não são maus por natureza; por vezes, a pressão do tempo exige uma decisão rápida, e agir segundo o primeiro impulso pode ser uma resposta eficaz. Além disso, em momentos de lazer e não de trabalho, agir de forma espontânea e impulsiva pode ser divertido. As pessoas impulsivas podem ser vistas pelos outros como pitorescas, divertidas e extravagantes.
No entanto, agir por impulso pode trazer problemas de várias formas. Alguns impulsos são antissociais. Os atos antissociais descontrolados não só prejudicam os outros membros da sociedade, como podem resultar em retaliação contra quem os pratica. Outro problema dos atos impulsivos é que, muitas vezes, produzem recompensas imediatas mas consequências indesejáveis a longo prazo. São exemplos o convívio excessivo que leva a um despedimento, um insulto que provoca o fim de uma relação importante, ou o consumo de drogas prazerosas que acabam por destruir a saúde.
O comportamento impulsivo, mesmo quando não é gravemente destrutivo, reduz de forma significativa a eficácia de uma pessoa. Agir impulsivamente impede ponderar alternativas, algumas das quais teriam sido mais sensatas do que a escolha impulsiva. A impulsividade também desvia as pessoas do rumo em projetos que exigem sequências organizadas de passos ou etapas. As realizações de uma pessoa impulsiva são, por isso, pequenas, dispersas e inconsistentes.
Uma marca da inteligência, aquilo que potencialmente distingue os seres humanos de formas de vida anteriores, é a capacidade de pensar nas consequências futuras antes de agir por impulso. A atividade inteligente envolve refletir sobre objetivos a longo prazo, organizar e planear o caminho até esses objetivos e persistir neles apesar dos impulsos passageiros em sentido contrário. A ideia de que a inteligência envolve o controlo dos impulsos está bem expressa no termo prudência, uma designação alternativa para o domínio da Conscienciosidade. Prudente significa, ao mesmo tempo, sensato e cauteloso.
As pessoas que obtêm pontuações elevadas na escala de Conscienciosidade são, de facto, vistas pelos outros como inteligentes. As vantagens de uma conscienciosidade elevada são evidentes. As pessoas conscienciosas evitam problemas e alcançam níveis elevados de sucesso através de um planeamento intencional e de persistência. São também vistas de forma positiva pelos outros, como inteligentes e fiáveis. Pelo lado negativo, podem ser perfecionistas compulsivas e viciadas no trabalho. Além disso, as pessoas extremamente conscienciosas podem ser consideradas rígidas e aborrecidas.
As pessoas pouco conscienciosas podem ser criticadas pela sua falta de fiabilidade, falta de ambição e incapacidade de se manterem dentro das regras, mas vão viver muitos prazeres passageiros e nunca serão chamadas rígidas.
Autoeficácia
A Autoeficácia descreve a confiança na própria capacidade de realizar coisas. Quem obtém pontuações elevadas acredita ter a inteligência (bom senso), a motivação e o autocontrolo necessários para alcançar o sucesso. Quem obtém pontuações baixas não se sente eficaz e pode ter a sensação de que não controla a sua própria vida.
Ordem
As pessoas com pontuações elevadas em ordem são bem organizadas. Gostam de viver segundo rotinas e horários. Fazem listas e planos. Quem obtém pontuações baixas tende a ser desorganizado e disperso.
Sentido do dever
Esta escala reflete a força do sentido de dever e de obrigação de uma pessoa. Quem obtém pontuações elevadas nesta escala tem um forte sentido de obrigação moral. Quem obtém pontuações baixas acha os contratos, as regras e os regulamentos demasiado restritivos. É provável que seja visto como pouco fiável ou até irresponsável.
Esforço de realização
As pessoas que obtêm pontuações elevadas nesta escala esforçam-se muito por alcançar a excelência. A sua vontade de serem reconhecidas como bem-sucedidas mantém-nas no caminho dos seus objetivos ambiciosos. Têm muitas vezes um forte sentido de rumo na vida, mas pontuações extremamente elevadas podem indicar alguém demasiado obstinado e obcecado com o trabalho. Quem obtém pontuações baixas contenta-se em safar-se com o mínimo de trabalho e pode ser visto pelos outros como preguiçoso.
Autodisciplina
A autodisciplina, aquilo a que muitas pessoas chamam força de vontade, refere-se à capacidade de persistir em tarefas difíceis ou desagradáveis até as concluir. As pessoas com autodisciplina elevada conseguem vencer a relutância em começar tarefas e manter-se focadas apesar das distrações. As pessoas com autodisciplina baixa procrastinam e têm dificuldade em levar as coisas até ao fim, deixando muitas vezes tarefas por concluir, mesmo tarefas que desejam muito concluir.
Cautela
A Cautela descreve a disposição para ponderar as possibilidades antes de agir. Quem obtém pontuações elevadas na escala de Cautela leva o seu tempo a tomar decisões. Quem obtém pontuações baixas diz ou faz muitas vezes a primeira coisa que lhe vem à cabeça, sem ponderar as alternativas e as consequências prováveis dessas alternativas.